quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sem título

Mas! qual pacífica seria minha tarde
se fosse somente regar, e esperar crescer...

Ah! Qual figa de ouro! Se eu fosse o cabelo que se corta
sem olhar para onde os fios de outrora estiveram...

Qual terço! se meus ouvidos fossem capazes de uma nota só
moucos para ideias desta Kantilena
E se meu caminho fosse uma reta
no lugar disto em que escoheggel entre estradas
e não-estradas...

Mas qual chão de terra firme
se palavras fossem, aos meu olhos, analfabetas...

Antes isso que ser esta que espreme o corpo-caneta
e tenta reescrever os buracos
nas cartas comidas pelo tempo.

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