Faltam-lhe rugas
e dão-lhe as costas
para as palavras
Batem-lhe na cara
as portas das vistas
neblinadas para seus pés raízes
(estáveis no olho
do furacão)
para seu olhar arqueólogo
(escavadeira na terra dura
do existir)
Por sua pele lisa
(e antes)
fecham-lhe os ouvidos
e retiram-lhe as enxadas
da construção
Mas, este ser
quando estampado em sua face
o mapa do tempo
(das linhas como rios
estradas e afluentes)
(que desde já, mas INvisíveis)
jogar-lhe-ão
(e as palavras)
no fundo de um baú asilo
e aposentará a língua
(silêncio e túmulo)
2 comentários:
Parabéns!
Obrigada! Voltem sempre!
Postar um comentário