Ela foi a peça mais rara de toda a noite.
Dançando e cantando como se não fosse mais a menina sonolenta e medrosa das ruas sem casas, chamou atenção pelo seu ir e não vir que faz parte do seu novo eu. Novo eu que retorna ao passado, a um olhar sem culpa e sem desculpas.
Quem retorna da guerra sem histórias e sem marcas é porquê ainda está na guerra!
Mas a Dama de Rosa não!
Trouxe nas mãos a corrente manchada com o sangue de seus inimigos invisíveis para colocar na parede, como um troféu.
E não é disso que ela se vale?
Sim! E se vale muito bem!
Agora ninguém mais pode pará-la! Ela vai atingir o apse, até que um tombo lhe ponha no chão!
Mas sua força reerguerá a cabeça insolente e orgulhosa e lhe colocará em marcha de novo! Rumo à vitória de uma nova guerra!
Mas enquanto isso não acontece, ela vai beber no cálice das vaidades obedecidas, e vai ser a mais bela de todas as damas, a Dama de Rosa.