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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lua

Seu sussurro de soberana
semeia
alucina
assombra

Seu sussurro de segredos
assume a cidade
nua
cidade sua

Seu sussurro macio
sobe os céus e as ruas
cintila
sonda
assusta

Seu sussurro seco
feitiços de cigana
suga o suco
do sereno

Seu sussurro no silêncio
atravessa os sonhos
assola
o avesso do sossego

Seu sussurro sem censura
expressa e merece mesura
musa lúcida
suave fissura

Seu sussurro pulsa
e sinto renascer-me assim
sempre nova
sempre crescente
sempre
Lua

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