Sou uma pastora pregando a não embriaguez
Pois, se embriagada eu fosse
teria medo dos pios da noite
inventaria garras, monstros e horrores
para as simples criaturas terrenas
Se embriagada eu fosse
ao quebrar a sandália
culparia o buraco da calçada
emcobrindo a fragilidade do couro
se embriagada eu fosse
Na sobriedade, ao contrário
detecto, no couro, o rasgo
e conserto, e refaço
e subo no salto
e sambo, e sarro
e sempre
e sempre
e sempre que necessário.