Aquela universidade de pedras
refletiam sua força
sua faculdade
sua fome
Aquela universidade de tons
refletia sua fronte
sua fama
suas pontes
Aquela universidade de cheiros
refletiam seu leito
seu jeito
seu pleito
Aquela universidade de cores
refletiam suas dores
seus rumores
seus amores
Aquela universidade de templos
refletia seu nascimento
seu crescimento
seu tempo
Aquela universidade de prédios
refletiam seu tédio
seu elo
seu ego
Aquela universidade de livros
refletia seu riso
seu rito
seu viço
Aquela universidade de luzes
refletia sua juventude
seu lume
seu cume
Ela olhou aquele marco
acenou um adeus amargo
largou as amarras do passado
e regozijou independência!
Páginas
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Barro
Pára e repara
Nesses peitos de barro
da negra e do branco
Misturando almas
no abraço
Pára e repara
No pálido joelho barro
Da senhora que ora
Olhando para o alto
Pára e repara
Nessas lágrimas de barro
Que lavam a face
Da mulher de grinalda
Pára e repara
Nas cálidas mãos de barro
Que marcam de grãos
Engravidando o arado
Pára e repara
Nos pardos olhos barro
Da criança magra
Fixados
Em verdes mangas penduradas
Pára e repara
Nos pés de barro na estrada
Suportando calos
Deixando para trás
O árido
Pára e repara
Nos maltratados dedos barro
Que tábua por tábua
Levantam o barraco
Preparam sua morada
Pára e repara
Nesses braços de barro
Que arrastam o barco
Lançando-se ao mar
Atrás do pescado
Pára e repara
Nas gargantas de barro
Que diante do fato
Gritavam nas calçadas:
- Barack, Barack!
Pára e repara
Nesse humano que é barro
Um barro moldado
Moldado na esperança.
Nesses peitos de barro
da negra e do branco
Misturando almas
no abraço
Pára e repara
No pálido joelho barro
Da senhora que ora
Olhando para o alto
Pára e repara
Nessas lágrimas de barro
Que lavam a face
Da mulher de grinalda
Pára e repara
Nas cálidas mãos de barro
Que marcam de grãos
Engravidando o arado
Pára e repara
Nos pardos olhos barro
Da criança magra
Fixados
Em verdes mangas penduradas
Pára e repara
Nos pés de barro na estrada
Suportando calos
Deixando para trás
O árido
Pára e repara
Nos maltratados dedos barro
Que tábua por tábua
Levantam o barraco
Preparam sua morada
Pára e repara
Nesses braços de barro
Que arrastam o barco
Lançando-se ao mar
Atrás do pescado
Pára e repara
Nas gargantas de barro
Que diante do fato
Gritavam nas calçadas:
- Barack, Barack!
Pára e repara
Nesse humano que é barro
Um barro moldado
Moldado na esperança.
***
Este poema também se encontra no site do Jornalirismo. Aproveito para desejar que todos tenham muita esperança em 2009. Pois ela é a partida, de uma chegada nem sempre certa, mas de um meio repleto de momentos que fazem a vida valer a pena!
É assim que o meu ano começa.
Então, Tin-tin!
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