Páginas

terça-feira, 4 de março de 2008

Fuga

As mesmas conversas cansadas,
As mesmas palavras cifradas,
Silenciosamente disfarçadas, sem vida e sem graça!
À minha frente, uma dança de bonecos
brincando de repetir.
Repetição que não ilude mais!
Que não mora mais e nem destrói mais!
O sentido se esvaziou quando deixei de sentir!

Preciso calar em outro abismo.
Em um espaço que não tenha a minha cara estampada,
Mas que seja a sombra do meu rosto!
Que tenha meu jeito, o meu gosto!
Qualquer canto em olhar desconhecido.

E que este lugar me mostre as velhas cores inéditas,
Que me seduza com cheiro de maçã verde,
Com inverdades macias, fantasias intrépidas.
Que me devolva a minha saudade perdida,
Não pertencente ao tempo, mas à vida.

Para preencher o meu lugar de vazio,
E para reiniciar a minha busca,
Esperançca renovada em fuga!

Pois a morte, quando mal feita, torna-se conpanhia do sempre.
E já não suporto mais essa minha sombra dentro de mim mesma!

Nenhum comentário: