Eu comi a poeira das tuas palavras feitas de brinquedo.
Como um jogo dramático, é a sua vida.
Água de côco extraída de uma pedra!
E me pergunta se está tudo bem. Claro! É claro que está, e desde quando você deixou a capa ou aquela velha máscara de papai noel cair... é claro que está tudo... uma grande merda!
Mas você queria que fizéssemos o seu jogo, não é mesmo?!
E se assim fosse, eu diria que o meu travesseiro está úmido por causa da toalha molhada que deixei em cima. Diria que bebo apenas socialmente, e o faço para saborear a bebida, ou para refrescar do calor.
Diria que estes berros que você ouve à noite não saem da minha boca, mas de algum bêbado cantando suas angústias pela madrugada.
Ah, e este vômito pelo chão? O cachorro da vizinha entrou aqui e comeu algo estragado!
Esta minha expressão amarrada? Meu corpo todo contraído, rígido? Cólica!
Ah, se nós fizéssemos o seu jogo! Diríamos que as mãos estão esfarelando e apodrecendo por conta de uma pequena alergia! Diríamos que estas marcas nos punhos não passam de maquiagem para uma peça teatral.
Nós não ligamos porque o telefone ficou sem bateria! Não viajamos porque tive alguns compromissos acadêmicos!
Desliguei o telefone na sua cara? Nãããoo! Foi o gato que passou e pisou no gancho do telefone!
Ah, mas nós nem temos gato? Poxa!
Mesmo assim estaria tudo bem pra você, não é mesmo?!
E agora, que tal aquela bela foto, com todos muito sorridentes pra você poder mostrar pra todo mundo?! Mostrar como você é ótimo, não é?
Mas eu estou cansada!
Cansada de ter que fazer malabarismos para conseguir um único fio de trapo!
Não vou mais secar as minhas tripas sozinha!
Vou abrir o seu estômago e dissecar as suas tripas, e jogá-las na tua cara para mostrar o quanto fedem!
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