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terça-feira, 29 de abril de 2008

Poema Metaforizando (sem título)

Ele era o retrato da cadeira vazia
Coberta de lágrimas frias
Sempre calado e cheio de manias.
E a via como a bandeira da camisa aberta
Porta macia para as grandes descobertas.
Explicava e caminhava
Como um par de brincos reluzentes
E ele observava. Estrada de terra crescente.
Ardente.
Aluno atônito. Platônico.

Foi chamado para o exercício.
E no sacrifício, lutava para afogar a criança amordaçada
Que em seus olhos gritava.
Agitava as mãos trêmulas, suadas
E cadê as palavras?

Foi quando sentiu a mão em seu ombro
Um sol quente na pele escorria por todo o corpo
E como mágica, em um sopro
Pronunciou calmamente.
-Correto. Ouviu de repente
E com as bochechas rosadas do sucesso
Saiu da sala com o mundo de mãos dadas
Com o semblante da professora e suas palavras
Nadando em um mar de guarda-sol amarelo.


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