Para Fernanda de Aragão
O TEMPO QUE ESPERE
E pare
Em algum estacionamento
Com serviço de manobrista 24 horas
Não descascarei como as tintas
Dos prédios
Desta rua Jurubatuba
Nem vomitarei em óleo queimado
O hálito
Das avenidas (e dias):
= os meus atalhos
Não trafegarei para os becos escuros
Do esquecimento
Nem acolherei os malabaristas dos faróis
Sob o ideal pichado nos outdoors
[de fazer girar (a economia; a cidade; os ponteiros)]
O tempo que espere
Na poltrona
No pátio
Ou no raio que o parta
Que eu só permitirei este encontro
(de espasmos e cabelos brancos)
Em alguma ressaca
Domingueira.
1 comentários:
Letícia,
Há cerca de um ano ando criei um blog e venho procurando formas de aprimorar minha escrita. Vc pode me dar alguma dica de curso virtual de escrita criativa? Dê uma olhada em "Pegadas de Tintas a Desvendar meus Passos" (verapassos.blogspot.com)
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