sábado, 23 de julho de 2011

O TEMPO QUE ESPERE

Para Fernanda de Aragão

O TEMPO QUE ESPERE
E pare
Em algum estacionamento
Com serviço de manobrista 24 horas

Não descascarei como as tintas
Dos prédios
Desta rua Jurubatuba
                Nem vomitarei em óleo queimado
O hálito
                Das avenidas (e dias):
                               = os meus atalhos

Não trafegarei para os becos escuros
                Do esquecimento
Nem acolherei os malabaristas dos faróis
Sob o ideal pichado nos outdoors
[de fazer girar (a economia; a cidade; os ponteiros)]

O tempo que espere
Na poltrona
No pátio
Ou no raio que o parta
Que eu só permitirei este encontro
                (de espasmos e cabelos brancos)
Em alguma ressaca
Domingueira.

1 comentários:

Vera Passos disse...

Letícia,
Há cerca de um ano ando criei um blog e venho procurando formas de aprimorar minha escrita. Vc pode me dar alguma dica de curso virtual de escrita criativa? Dê uma olhada em "Pegadas de Tintas a Desvendar meus Passos" (verapassos.blogspot.com)