Em cada fila
De ônibus
Os aparelhos de mp3, e celulares
Com fones de ouvidos
Contam e cantam segredos
As televisões gritam bombas
Enquanto os sofás se estendem
(preguiçosos)
Nos cantos das salas.
Os jornais espirram vírus
(e doenças)
E com suas tintas
Tatuam nos dedos e peles
[tatuam revólveres e presídios,
Foices que se esgoelam por latifúndios].
Os noticiários estapeiam cada figura
Cada figa de ponta cabeça
Que as portas barram
Para o lado de foraempanturrado,
o tempo palita os dentes
depois da carnificina maquiada.
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