segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Cúpula do Terror

Em cada fila
De ônibus
Os aparelhos de mp3, e celulares
Com fones de ouvidos
Contam e cantam segredos

As televisões gritam bombas
Enquanto os sofás se estendem
(preguiçosos)
Nos cantos das salas.

Os jornais espirram vírus
(e doenças)
E com suas tintas
Tatuam nos dedos e peles
[tatuam revólveres e presídios,
Foices que se esgoelam por latifúndios].

Os noticiários estapeiam cada figura
Cada figa de ponta cabeça
Que as portas barram
Para o lado de fora

empanturrado,
o tempo palita os dentes
depois da carnificina maquiada.

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